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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Lula retorna à Presidência com recorde de atos contra ações de Bolsonaro

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Com o “revogaço”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se tornou o chefe do Executivo que mais editou atos nas primeiras 48 horas no cargo. Ao todo, o petista assinou 52 decretos e quatro medidas provisórias. As publicações foram divulgadas no Diário Oficial da União na segunda-feira (2/1).

Entre os decretos assinados, somou-se a enorme leva de exonerações da administração federal de aliados de Jair Bolsonaro (PL) alocados em cargos comissionados. Na lista de dispensa estão nomes como Filipe Martins, que ocupava o cargo de assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência.

O presidente também assinou um despacho que determina a ministros de seu governo a retirada da Petrobras do processo de desestatização iniciado pelo ex-presidente. A determinação também prevê barrar a privatização de outras empresas públicas, como a ECT.

Lula ainda assinou um despacho determinando que a Controladoria-Geral da União reavalie, no prazo de 30 dias, medidas editadas por Bolsonaro, entre elas, as decisões que impuseram sigilo de 100 anos sobre informações e documentos da administração pública.

Entre os decretos que o petista assinou estão também o restabelecimento daquele que combate o desmatamento; a revogação do decreto que permitia garimpo em áreas indígenas e de proteção ambiental; o decreto que muda a política de controle de armas e outro que altera as regras para a apuração e punição de infrações relacionadas ao meio ambiente.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Militares caem na armadilha. Bem feito

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O prazo de validade de Ricardo Salles no governo já venceu há muito tempo. Ainda que saibamos que o descalabro na política ambiental tem a digital explícita de Jair Bolsonaro, uma simples troca na pasta do Meio Ambiente já teria, há meses, melhorado o ambiente internacional e a imagem do Brasil nesse assunto. 

Por Helena Chagas, no site DCM

Mas Salles, espertamente, se abraçou ao bolsonarismo ideológico, e agora sua saída — ou não — virou uma batalha importante na guerra entre essa ala e os militares. Até mesmo os filhos presidenciais pegaram em armas em sua defesa neste fim de semana.

Do outro lado, os militares, sobretudo no Alto Comando do Exército, estão furiosos — e não só com o fato de Salles ter chamado o general Luiz Eduardo Ramos de Maria Fofoca. Além das trombadas do ministro do Meio Ambiente com o vice Hamilton Mourão, não estão gostando da forma como outro general, Eduardo Pazuello, foi tratado pelo chefe do episódio da vacina “chinesa” contra o coronavírus. Sem contar no vazamento gratuito de notícias de que o próprio Mourão será rifado da chapa presidencial de 2022.

Há algo de podre no reino de Bolsonaro, que depois do acordo com o Centrão está se sentindo muito seguro para cutucar e desautorizar seus generais — aqueles mesmos que, lá trás, dizia-se que iriam “tutelá-lo”. Assim como, justiça seja feita, o presidente vem fazendo com os próprios ideológicos em sua estratégia de se recompor com o establishment político e o próprio STF.

Talvez Bolsonaro tenha percebido que nem ideológicos e nem militares têm para onde ir sem ele. Uns, porque não vão encontrar, nem em 2022 nem nunca, um candidato mais à direita do que ele para apoiar. Outros, porque entraram numa canoa furada e agora não têm como sair.

Bolsonaro miliciano com general Luís "Maria Fofoca" Ramos

Ao passar por cima de valores como a lealdade ao Estado — e não a governos — os militares que correram para apoiar Bolsonaro e ocupar, aos milhares, os cargos da administração, talvez não tenham percebido a armadilha em que caíram. Ou talvez os espaços a preencher na volta ao poder tenham falado mais alto.

Agora, divididos e enfraquecidos, os militares percebem que sua imagem se colou à de um governo que contraria tudo aquilo que prometeu no quesito austeridade e combate à corrupção. O inevitável desgaste das Forças Armadas já se manifesta nas pesquisas. Bem feito.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Em qual praia está trabalhando o ministro Boçal do Mau Ambiente?

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Suposto ministro do Meio Ambiente curtindo praia limpa em SP

Ora, ninguém é de ferro.  Depois de tanto labutar para limpar as praias sujas de petróleo do Nordeste, o ministro Ricardo Salles, fiel "acepipe" (como diria seu colega da Educação, o Weintraub *) do despresidente Boçalnaro curte outra praia.

Salles está na Praia da Baleia, litoral paulista. Enquanto cuida de, com acepipes de frutos do mar, virar uma baleia, ele deixa para os inteligentes peixes do Nordeste escaparem sozinhos das cargas mortíferas de óleo.  Pois, segundo o ministro da Pesca de Boçalnaro, os peixes são "inteligentes" e sabem desviar das levas enormes de hidrocarbonetos tóxicos.

Enquanto o ministro Salles curte sua prainha limpa em São Paulo, o óleo já atinge as águas do Parque Nacional Marinho de Abrolhos (sul da Bahia), ameaçando o santuário de biodiversidade que ali existe.  Pessoal da Marinha e milhares de voluntários das populações locais se viram para evitar o pior.

Esse ministro chamou a organização Greenpeace de "ecoterrorista" e está sendo processado por isso. Ele merece mesmo muito reconhecimento pelos nobres e operosos serviços prestados ao meio ambiente. 
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(*)Numa de suas "brilhantes" falas, buscando atacar o PT, o suposto ministro da Educação Abrahamhamham Weintrouble pronunciou a pérola: "o PT e seus acepipes".  Quis talvez dizer "asseclas" ou "acólitos", mas designou comidinhas, aperitivos.  Não se recomenda Weintraub de acepipe para ninguém, pois é envenenamento na certa.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Bolsonaro, obcecado por fezes, discursa na ONU

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"Assessores já admitem possibilidade de Bolsonaro não ir à ONU. Fugir de debates é sua maior especialidade. Tá com medo de ter de explicar ao mundo ameaças à democracia, queimadas na Amazônia e violações de direitos humanos no Brasil?" 
[Do twitter da deputada federal Érika Kokay (PT-DF)].
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Charge: Laerte Coutinho, na Folha de S. Paulo

terça-feira, 23 de abril de 2019

Museu de História Natural de Nova York desiste de sediar premiação com Bolsonaro

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O Museu Americano de História Natural confirmou nesta segunda-feira que desistiu de sediar a homenagem ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, que seria realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos no próximo dia 14 de maio. De acordo com mensagem em rede social, a decisão foi tomada em conjunto. A Câmara não se pronunciou sobre o caso desde o início da polêmica.

“Com respeito mútuo pelo trabalho e metas de nossas organizações individuais, concordamos em conjunto que o museu não é a melhor localização para o jantar de gala da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Este evento tradicional vai ocorrer em outro local na data original e hora”, escreveu o museu no Twitter.

A decisão foi anunciada após uma série de protestos de membros da instituição científica por considerarem o presidente brasileiro um “inimigo” da preservação ambiental. Bolsonaro receberia o prêmio de Personalidade do Ano.

Em uma carta aberta à presidente do museu, Ellen Futter, estudantes, doutorandos, funcionários e pesquisadores da instituição pediram na semana passada o cancelamento da homenagem a Bolsonaro, a quem chamam de “presidente fascista do Brasil”, afirmando que o evento seria “uma mancha na reputação do museu”. O texto é acompanhado por um abaixo-assinado que no sábado já contava com mais de 500 assinaturas.

O portal Gothamist citou um ambientalista que ressalta ser “uma ironia particularmente amarga que um homem que tenta destruir um dos recursos naturais mais preciosos seja nomeado Personalidade do Ano dentro de um espaço dedicado à celebração do mundo natural”.

— Ele nega a existência de mudanças climáticas antropogênicas e nomeou vários outros que também as negam para seu Gabinete. E ele também está desmantelando as proteções ao meio ambiente no Brasil. Então, obviamente não se trata de algo para ser celebrado pela ciência — afirmou Philip Fearnside, americano que leciona no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), à agência de notícias Reuters.
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Fonte: Jornal O Globo