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quinta-feira, 22 de março de 2012

87% dos trabalhadores obtiveram reajustes acima da inflação em 2011

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Com exceção de parcelas do funcionalismo público - entre elas os técnicos das Universidades Federais, zerados - a maior parte dos trabalhadores obteve, em 2011, aumento salarial acima da inflação, segundo pesquisa do DIEESE.  De 702 unidades de negociação registradas em 2011 no Sistema de Acompanhamento de Salários do DIEESE, 87% conseguiram reajustes acima da inflação. Apenas 8% foram corrigidos pela inflação e 6% abaixo dela.

Conforme o DIEESE, tais números confirmam a tendência observada nos últimos anos - quando a maioria das categorias profissionais analisadas conquistou aumentos reais para os salários nas negociações de data base.  Isso contradiz discursos apocalípticos de setores ultraesquerdistas, aliados práticos de partidos da direita (PSDB, DEM), segundo os quais os trabalhadores só vem perdendo no cenário do atual governo.

O comércio foi o setor que apresentou o maior percentual de negociações com aumento real de salários - cerca de 97%. Somente 2% tiveram reajustes com os mesmos percentuais da inflação e pouco mais de 1% perdas reais.  Na indústria, 90% das negociações foram com aumentos reais e 3% abaixo. Já no setor de serviços, 76% obtiveram aumentos reais, 12% iguais ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo IBGE, e 12% abaixo.

Dentre as categorias de serviços, os que trabalham em bancos e empresas de seguro privados tiveram o segundo maior percentual de reajuste, com 1,78% de ganho real. O maior índice foi obtido pelo segmento do turismo e hospitalidade, com 1,86%.
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Fonte: com informações da Agência Brasil

sábado, 7 de maio de 2011

Inflação em alta: conversa fiada ou ameaça real?

2 comentários:
O jornal Gazeta do Povo publicou em sua edição de hoje (7/5) matéria que mostra ser Curitiba a capital com maior subida da taxa inflacionária nestes primeiros meses do ano.  O quadro acima pertence a essa reportagem (clique nele para ampliar).  Entendemos que o assunto é relevante não só porque domina grande parte do noticiário econômico.  É importante porque a subida da inflação não só no Brasil como também, ao que parece, tendencialmente no mundo, serve de motivação para autoridades governamentais justificarem medidas restritivas do desenvolvimento nacional, como ainda maior alta de juros. E tão ruim quanto isso: também para refrear reivindicações de reajuste salarial do servidores públicos para 2011.

No Brasil do começo dos anos 1990, a inflação estava desenfreada, rapidamente corroía os salários em poucos dias.  Os aplicadores do Plano Real no Governo Itamar Franco (1994) sempre trouxeram para si o mérito de terem acabado com a hiperinflação e mantido sua taxa em baixos níveis.  FHC e seus economistas neoliberais, que se dizem "pais do Plano Real", somente omitem o fato de que, naquela época (meados dos anos 90 em diante), havia uma tendência mundial de queda da inflação, mesmo que os governos centrais não tomassem nenhuma medida.  A inflação caiu a patamares baixos desde 1995 e esteve bem controlada até pouco tempo atrás.

Entretanto, muitos artigos em jornais de direita, de centro ou de esquerda comentam cada vez mais que se vem constatando uma tendência global de subida dos números inflacionários.  E nem adianta o nosso Banco Central continuar aumentando a taxa de juros para conter o consumo da população... 

Achamos que os trabalhadores e seu movimento sindical devem também analisar o tema, estudá-lo e simultaneamente se preparar para que não caia sobre seus ombros o ônus maior de enfrentar o tal  "dragão".  Saibamos porém que essa ameaça será alardeada pelos governos para recusar-se a atender reivindicações salariais, ainda que ocorram greves mais ou menos fortes.
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Ilustração: Gazeta do Povo, 7/5/2011