No vídeo acima, uma das primeiras
assembléias da atual gestão do Sinditest, realizada em 31/janeiro/2012. Quem fala é a servidora Rufina, então recém-eleita
tesoureira do Sinditest, relatando alguns dos problemas que acabava de
constatar no caixa do sindicato, depois de receber a tesouraria da gestão de 4
anos de Wilson Messias (2008-2011). As
informações sobre várias dívidas e dúvidas sobre as contas sindicais levou
aquela assembleia, por unanimidade, a aprovar a realização de uma auditoria
externa nas finanças do Sinditest.
Alegando diversos pretextos, a
Diretoria presidida por Carla Cobalchini empurrrou com a barriga a realização
dessa auditoria desde aquele janeiro, e só contratou uma firma
de auditoria em junho deste ano, 17 meses depois da decisão da assembleia
retratada no vídeo. Notável agilidade para encaminhar uma deliberação soberana de assembleia...
Em
8 de julho deste ano, uma
matéria no site do Sinditest informava o início dos trabalhos da auditoria. No mesmo mês, outra matéria nesse site reclamava
de
graves dívidas produzidas sob responsabilidade da
gestão
Messias/Antonio Néris (gestões das quais Carla e outros diretores atuais do
Sinditest não só participaram como subscreveram documentos relativos a transações
financeiras), nomeadamente:
1) Reforma problemática na sede
social da R. Mal. Deodoro: R$ 400 mil;
2) Indenização de uma festa de
casamento prejudicada na mesma sede social: R$ 19 mil;
3) Indenização para a empresa
Diarco (conserto de teto da sede social): R$ 60 mil;
4) Indenização trabalhista por
subcontratação de jornalista: R$ 20 mil.
Quer dizer, a própria Diretoria atual do Sinditest imputa às gestões 2008-2009 e 2010-2011 causar prejuízos conhecidos num total de, no mínimo, 500 mil reais.
A mesma matéria também reclamava
de indenização por danos morais que a Justiça obrigou o Sinditest a pagar para
Roseli Isidoro, na casa dos R$ 100 mil, mas esta quantia não teve a ver com as
gestões mais recentes do sindicato.
No texto de 8 de julho deste ano,
está escrito com clareza pela Diretoria do Sinditest, acerca do resultado dessa
auditoria:
“A previsão de entrega dos
primeiros relatórios conclusivos a respeito das gestões anteriores é de 2 meses
(60 dias). Portanto, no final de agosto ou início de setembro divulgaremos os
primeiros resultados.”
Setembro já passou, e nenhuma notícia
veio do Sinditest sobre a investigação dessas contas. Já estamos na segunda quinzena de outubro, e
nada. Correm rumores de que a auditoria
está pronta, com relatório concluído. Por
que não é logo então divulgado com presteza e transparência?
Essa demora tem algo a ver com a
proximidade da eleição da nova Diretoria, marcada para 6-7 de novembro? A eleição é disputada por apenas duas chapas,
ambas capitaneadas por pessoas que estiveram na linha de frente do período
investigado pela auditoria. Haveria dados desabonadores nesse relatório de auditoria que possam comprometer pessoas
dessas chapas?
A categoria pagou (cerca de 20
mil reais) pela auditoria e tem o direito de saber. O quanto antes. ANTES da
eleição sindical de novembro. Para que não decida no escuro sobre quem vai
tomar conta do dinheiro das contribuições sindicais a partir de janeiro/2014.