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segunda-feira, 10 de março de 2025

Brasil tem pelo menos mil casos de feminicídio por ano desde 2015, quando lei foi criada

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Nos últimos dez anos, mais de 11 mil mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, de acordo com dados do Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública). 

Daniele Amorim - DCM - 09/03/2025

A lei trouxe visibilidade a casos que sempre existiram”, diz a delegada e doutora em sociologia Cyntia Carvalho e Silva, ao explicar como a legislação aprovada em março de 2015 deu mais transparência à gravidade das mortes de mulheres por motivos de gênero.

O aumento no número de casos, que ultrapassou 1.400 registros em 2024, é atribuído não apenas ao crescimento da violência, mas também à maior qualidade na investigação e classificação dos crimes pelos estados. Em locais como o Distrito Federal, por exemplo, há um protocolo que trata toda morte violenta de mulher inicialmente como feminicídio, levando em consideração a “violência doméstica, o menosprezo ou a discriminação de gênero”.

Uma história que ilustra o drama das estatísticas é a de Géssica Moreira de Sousa, de apenas 17 anos, morta a tiros na cabeça na presença de sua filha de dois anos. “Ele foi preso na Bahia”, informou a polícia sobre o ex-companheiro dela, apontado como principal suspeito. O caso ocorreu no Distrito Federal e integra a longa lista de feminicídios que mantém o país em alerta.

Em 2024, o chamado Pacote Antifeminicídio tornou o feminicídio um crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão, podendo chegar a 60 em caso de agravantes. “A nova lei é positiva, pois reconhece o feminicídio como um crime específico, com dinâmica processual própria”, avalia Juliana Brandão, pesquisadora do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Apesar dos avanços, Valéria Scarance, promotora de Justiça de São Paulo e professora da PUC, ressalta que ainda existe “subnotificação nos dados” e casos que não são corretamente enquadrados. “É muito comum, por exemplo, que feminicídios tentados sejam registrados como lesão corporal, como se o agente não tivesse a intenção de matar”, explica, frisando a importância de dados precisos para políticas de prevenção eficazes.

Outras iniciativas acompanham o endurecimento da lei, como a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que invalidou a tese da “defesa da honra” em crimes de feminicídio. Para a delegada Dannyella Pinheiro, a ampliação de campanhas de conscientização é fundamental: “A violência doméstica ainda é um grande desafio, pois muitas mulheres acreditam que o agressor pode mudar”. Ela enfatiza a necessidade de redes de apoio para acolher as vítimas antes que ocorra o pior.

Estados como Maranhão, Paraná e Amazonas afirmam investir em ações repressivas e educativas, enquanto o Ministério da Justiça e Segurança Pública destaca o financiamento de projetos e iniciativas de proteção à mulher. Ainda assim, especialistas enfatizam que o Brasil carece de melhorias adicionais no registro e na prevenção de feminicídios, apontando que o combate efetivo à violência de gênero depende de uma contínua evolução das políticas públicas e do comprometimento social. As informações são da Folha de S. Paulo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Contra a violência sobre mulheres e meninas: ato por Rachelzinha em 5/11

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Há 11 anos, em um 5/11, o corpo da menina Rachel Lobo Genofre era encontrado dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba.   Um ato por sua memória e de luta contra a violência sobre mulheres e meninas está marcado para terça-feira, 5/11.

Depois de todo esse tempo do horrível crime, foi encontrado o assassino confesso de Rachelzinha.  Chama-se Carlos Eduardo dos Santos e estava preso em Sorocaba.  Através de comparações com base em banco de dados de DNA de criminosos fichados, fez-se o cruzamento com achados da perícia feita na vítima, que foi abusada sexualmente.  O assassino já foi transferido de São Paulo a Curitiba, aguardando julgamento.

Há uma campanha para que o nome da Estação Rodoferroviária de Curitiba passe a ser Rachel Maria Lobo Genofre.  A petição por essa nova denominação está em http://bit.ly/rodoviariarachelgenofre.

Todos e todas convidados/as para os dois atos por Rachelzinha e contra a barbárie dos feminicídios:

09h00 --> Concentração na Praça Eufrásio Correia, Centro de Curitiba, defronte à Câmara Municipal.

11h30 às 13h00 --> Ato por justiça e em memória de Rachel Genofre, na Rodoferroviária de Curitiba.