Em 30 de janeiro, conforme noticiado neste blog, houve reunião entre o Ministro do Planejamento Paulo Bernardo e representantes de entidades sindicais dos servidores públicos (CUT, FASUBRA, CONDSEF, SINAL, SINDRECEITA, SINAIT, ANFIP, CNTSS, PROIFES e outras). Na ocasião o ministro de fato propôs às entidades repactuar novos prazos para repasse dos reajustes acertados nos acordos de 2007.O Secretário de RH do Ministério, Duvanier Paiva, disse na reunião que há diferentes níveis de processos, exigindo tratar caso a caso. Informou que os acordos tinham como lastro o Orçamento Geral da União (OGU) anterior e a queda da CPMF obriga a fazer adequações no novo OGU. Afirmou que os acordos assinados serão cumpridos mas com novo prazo. Lembrou que o processo de negociação só se materializa no Congresso Nacional com a aprovação das respectivas leis. Ele se dispõe a fazer um novo calendário de reuniões com as entidades para discutir alternativas e estabelecer um debate do significado da repactuação desses acordos e prazos.
O Ministro Paulo Bernardo disse que no reordenamento do novo OGU, o governo não pretende alterar as políticas sociais, admitindo no máximo o atraso nos programas, nem mudar a política econômica, pois elas seriam responsáveis pelo bom momento que o país está vivendo. Paulo Bernardo afirmou que o custo do ajuste no orçamento não será do funcionalismo, pois todos os setores serão afetados e que, portanto, não pode ser acusado de desvalorizar os servidores. Quer garantir os acordos, mas entende que a nova realidade impõe repactuar sua implementação.
As informações acima estão com mais detalhes no sítio da FASUBRA. O que se tira de tudo isso é que objetivamente o Ministério do Planejamento pretende descumprir nosso Acordo da Greve 2007, no qual se acertou Maio como o mês do repasse do primeiro reajuste de uma série de três que vai até 2010. Quer Paulo Bernardo adie o primeiro repasse para além de maio/2008 (quantos meses mais?), quer ele pretenda repassar em maio um percentual abaixo do que foi ajustado no Termo de Compromisso assinado em fins de agosto passado, concretamente o que se tem é uma quebra de Acordo.
E uma atitude dessa deve ter como resposta do Movimento de Servidores Técnicos a pronta e massiva resposta contrária, através da mobilização em todas as IFES, sob o comando da FASUBRA e seus sindicatos de base. Que cortem os montantes da reserva do pagamento dos especuladores financeiros (superávit primário), mas não o que é devido aos trabalhadores do setor público. Se continuar esse lero-lero de repactuação, borduna na careca do ministro, já!
3 comentários:
SE o governo quiser deixar pra pagar o reajuste no fim do ano, eu duvido que a maioria dos servidores se mexa pra protestar. Vão ficar quietinhos esperando. E o sindicato tambem vai fazer corpo mole.
Concordo com o companheiro Andrade. Infelizmente nossa categoria anda muito desmobilizada e desmotivada e basta que se acene com um mínimo de aumentinho, mesmo que longiquo, para que nem se pense em greve,ou qualquer outro tipo de luta!
É evidente que pro sindicato é ainda melhor...imaginem só, mal acabam de assumir a diretoria e ter de enfrentar um movimento grevista???
Ao que parece os servidores jogaram a toalha e estão esperando um milagre, pois não acreditam no Governo, no Sindicato e nem na Reitoria, portanto, SOMENTE UM MILAGRE.
Pé de Urso
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