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segunda-feira, 28 de abril de 2025

Em defesa da Ciência e da liberdade, SBPC se solidariza com a Universidade de Columbia

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Em carta enviada à presidente interina da Universidade de Columbia, Claire Shipman, o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Renato Janine Ribeiro, manifestou solidariedade à instituição e à comunidade científica dos Estados Unidos diante das recentes ameaças à autonomia universitária e à liberdade acadêmica.

Renato Janine, que integrou o corpo docente da Columbia como Tinker Professor (2003) e Rio Branco Professor (2004), e foi ministro da Educação do Brasil em 2015, reafirma no documento a importância da defesa intransigente desses princípios como pilares essenciais da democracia. “Condenamos veementemente qualquer tentativa de enfraquecê-los, seja por cortes de financiamento, pressões políticas ou ataques ao conhecimento científico”, afirmou.

A carta também expressa preocupação com o avanço de medidas anti-científicas e antidemocráticas e destaca a necessidade de resistência conjunta: “A ciência não reconhece fronteiras – e defendê-la é nosso dever compartilhado”.

Recentemente, o governo de Trump - que se transforma a cada dia numa tirânica monarquia, e destrói noções essenciais do funcionamento democrático em um país (ainda mais os EUA, que se autoproclamam "exemplo de democracia" para o mundo) - ameaçou a notabilíssima Universidade de Harvard, das maiores do mundo, e exigiu que uma série de políticas universitárias fossem mudadas para se ajustarem ao modelo fascista Trumpista. Harvard resistiu e, em retaliação, o tirano alaranjado cortou 2 bilhões de dólares federais do orçamento da instituição.

Assim como está fazendo a SBPC aqui no Brasil, todas as Universidades Públicas brasileiras devem tomar claro posicionamento em repúdio a essas atitudes fascistas e trevosas de Donald Trump, em nome do avanço da Ciência, da pluralidade e livre expressão de ideias, da democracia verdadeira. Assim também deve se postar a Reitoria e o Conselho Universitário da UFPR em próximas reuniões.
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Com informações da SBPC, via Instagram.

sábado, 7 de setembro de 2024

Um pigmento torna camundongos transparentes

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Um pigmento que confere ao salgadinho Doritos sua típica coloração laranja também faz com que tecidos do camundongo fiquem transparentes. Pesquisadores aplicaram esse corante (tartrazina) à pele de camundongos vivos e isso permitiu que os cientistas perscrutassem tecidos de estruturas do roedor tais como vasos sanguíneos e órgãos internos sem quaisquer cirurgias, incisões ou lesões a pele ou ossos. A técnica reversível funciona alterando o modo como o tecido interage com a luz, e isso poderia oferecer um método menos invasivo de monitorar animais vivos empregados em pesquisas médicas. “É um avanço importante”, comenta o biólogo Phillip Keller.

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Comentário: se você é fanático pelo salgadinho Doritos, não vá pensar que, decuplicando seu consumo diário do petisco, ou esfregando Doritos na própria pele, vá se tornar o “Homem Invisível”, conforme aquela famosa novela de ficção científica escrita pelo socialista inglês do século 19, H. G. Wells.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Notícias de Ciência que conformaram 2022

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Quinteto de Stephans, um grupo de cinco galáxias, em fotografia tirada 
pelo telescópio espacial James Webb, da NASA. Créditos: NASA, ESA, CSA.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia ao transplante de órgãos de porco para humanos, estes são momentos definidores na ciência em 2022, conforme a seleção da revista “Nature”. As escolhas incluem o trabalho que emprega a rede de Inteligência Artificial AlphaFold, cujos pesquisadores previram as estruturas de mais de 200 milhões de proteínas de perto de um milhão de espécies. A AlphaFold também levou seus criadores ao DeepMind de Londres a ganharem um dos prêmios de Inovação de US$ 3 milhões neste ano.

Outra rede – EMSFold, desenvolvida pela Meta (antes Facebook) – predisse as conformações de cerca de 600 milhões de possíveis proteínas em vírus, bactérias e outros microorganismos isolados ou provenientes de culturas. Os pesquisadores estão usando estas ferramentas para formar a base de novas drogas e vacinas.
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Fonte: Nature Briefing - 29/12/2022