Marx, em sua defesa do Materialismo filosófico e da Dialética, enfatizava essa dicotomia entre aparência e essência. Alertava para que não se julgasse um fenômeno, uma pessoa, uma sociedade meramente a partir daquilo que aparenta, ou no que diz de si mesma. E sim através da mediação da razão humana.
Um pouco conhecido jesuíta espanhol, chamado Baltasar Gracián, em seu pequeno grande livro "A Arte da Prudência", já antecipava 200 anos antes (século 17) essa advertência em seu Aforismo 99:
As coisas não passam pelo que são, mas pelo que parecem. Raros são os que olham por dentro e muitos os que se contentam com as aparências. Apenas ter razão não basta; que o semblante também o demonstre."
Reiteramos esta advertência neste período de espraiamento do uso cada vez maior da IA (Inteligência Artificial) e sua capacidade de alterar realidades, criando aparências que podem não corresponder à essência real. Em especial NESTE PERÍODO DE CAMPANHA ELEITORAL, em que se fará largo emprego da IA para criar textos, imagens, vídeos modificadores (em grau menor ou maior) do real. Cabe ficar alerta, atento, e mesmo cético, para o que se lê, o que se ouve, o que se vê!
A imagem acima do pré-candidato Flávio "Rachadinha" Bolsonaro (Partido Liberal) à Presidência da República, foi manipulada por IA. Esse senador entretanto está intensamente envolvido no que é o maior escândalo financeiro da História brasileira, o caso do hoje falido Banco Master e seu dono bandido Daniel Vorcaro. Um típico exemplo de aparência que nada tem a ver com a essência facinorosa e corrupta do sujeito político retratado.


Nenhum comentário:
Postar um comentário